terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Daniel Rocha! Já sei o que quero.





Estou solteiro e muito bem.  Claro que existe uma pessoa e ela é incrível, por sinal. Não estou mais nessa fase de sair e ver o que vai dar. Já sei o que quero"


Ele é versátil. Já foi lutador de kickboxing e músico. Tocava violino horas antes de dar socos e chutes em troca de medalhas. Mas no mesmo período, aos 23 anos, uma decisão mudaria sua vida: entrou para o CPT (Centro de Pesquisa Teatral, em São Paulo), do diretor Antunes Filho, o que o fez abandonar os tatames para se dedicar aos palcos. “Tive que escolher”, diz o hoje ator Daniel Rocha, durante entrevista no Sheraton Rio Hotel & Resort. “Lutador se fere muito, não tem jeito. Escolhi focar no teatro aos 18 anos”, conta o intérprete do rebelde João Lucas, de Império, sua terceira novela das 9 em três anos.

A fama repentina desde sua estreia, em Avenida Brasil (2012), transformou o modo de ser desse paulistano da Zona Sul da capital. “Eu passei a sair muito. Antes (da mudança para o Rio) não ia para a balada, era lutador. No teatro eu também não saía, porque tinha peça no fim de semana”, diz Daniel, sobre a fase de pegador. “Ficava com quem eu queria, como qualquer garoto de 20 anos”, conta o ator. Hoje continua solteiro, mas não sozinho. “Claro que existe uma pessoa, e ela é incrível”, confessa Daniel, sem assumir o namoro. “Estamos nos conhecendo.”
QUEM: Você foi atleta antes de ser ator. Como foi essa fase da sua vida?
DANIEL ROCHA:  Comecei no jiu-jítsu com 10 anos, mas não era bom. Fiz porque era moda na época e eu não era muito grande, queria aprender autodefesa. Aos 14 anos, comecei no kickboxing (arte marcial com chutes e socos). Passei a competir e fui campeão de cara. Tinha 15 anos e treinava havia apenas sete meses. Achei que ia perder... Mas me chamaram para a seleção brasileira! Fui campeão várias vezes. Treinava todos os dias e tinha que ter muita disciplina.



QUEM: Por que ser ator?
DR: Com 17 anos, na minha escola todo mundo fazia um segundo curso de ensino técnico. Eu já lutava à noite. Meu pai (o cirurgião dentista Cledson Lima) recomendou que eu fizesse teatro, e entrei no curso do diretor Antunes Filho. Tive que escolher: lutador se fere, não tem jeito, então eu me machucava muito. Preferi focar no teatro aos 18 anos. Fiz minha última luta com essa idade. Todo mundo da seleção ficou surpreso, porque estavam me treinando para ser campeão olímpico (o kickboxing deve se tornar modalidade olímpica em 2016, no Rio).

QUEM: Como foi para você, de um dia para o outro, ser reconhecido nas ruas?
DR: Foi estranho. Era ator de teatro, mas não era conhecido. Avenida Brasil foi uma coisa muito rápida. Meses depois eu não podia andar nas ruas! Ia para São Paulo, ao shopping com meu pai, e aglomerava um monte de gente. Foi diferente, mudança total de vida.

QUEM: Deixou de fazer algo por causa da fama?
DR: Claro que eu continuo fazendo as minhas coisas, mas não vou ao shopping no fim de semana com minha família. Escolhemos os restaurantes que são tranquilos. Na rua estou sujeito a tirarem fotos, meus amigos não estão acostumados. Mas a profissão tem disso. Hoje lido numa boa, sou tranquilo.
QUEM: Em algum momento você ficou deslumbrado? Alguém precisou segurar sua onda?
DR: Sim, claro, todo mundo pode ter esse momento no início da carreira. Mas tenho pessoas que me puxam para a realidade. Minha mãe (a administradora Márcia Rocha) me puxa bonitinho (risos). Aconteceu e voltei, são aqueles cinco minutos que batem na cabeça, como em qualquer pessoa.

QUEM: Aconteceu isso como?
DR: Eu saía muito. Antes (da mudança para o Rio) não ia para a balada, era lutador. No teatro também não saía, porque tinha peça no fim de semana. Em São Paulo, no meu grupo de teatro, não tinha como ser boêmio: trabalhávamos de segunda a sábado, das 8h às 22h. Então, quando entrei em Avenida Brasil, comecei a sair. Conheci o Bruno Gissoni, o José Loreto, o Thiago Martins. Eu saio até hoje, mas com menos frequência. Fui amadurecendo.

Editora Globo (Foto: Editora Globo)
QUEM: Foi pegador?
DR: Antes de Avenida Brasil eu namorava uma garota de São Paulo. Quando mudei para o Rio, ela falou que eu não ia conseguir levar um namoro à distância. Fiquei magoado. Tínhamos uns dez meses juntos. A partir daí fiquei sozinho, mas não era um conquistador, era um solteiro. Não namorei ninguém nesse período. Ficava com quem eu queria, que me interessasse, como qualquer garoto solteiro de 20 anos.

QUEM: Antes de ser famoso, você era namorador?
DR: Eu era tímido, magro, nunca fui o garoto mais bonito da escola. Depois veio a transformação, meu corpo começou a crescer e melhorar. Quando se é pequeno, você sempre gosta da menina e ela não gosta de você. Aconteceu comigo, claro. Meu primeiro namoro só aconteceu aos 19 anos.

QUEM: Hoje você se sente mais autoconfiante para conquistar?
DR: Estou um pouco mais maduro. Meu papo está mais interessante do que quando eu tinha 19 anos. Acho que com essa questão do trabalho, de sair de casa, viver sozinho, a gente acaba amadurecendo. Meu papo mudou, eu consigo falar com pessoas mais velhas.



QUEM: Está solteiro?
DR: Estou solteiro e muito bem. Mas dizer “ah, você está sem ninguém”, nunca. Claro que existe uma pessoa e ela é incrível, por sinal. Não estou mais nessa fase de sair e ver o que vai dar. Já sei o que quero.

QUEM: Como se preparou para viver o João? Tem amigos como ele, que vivem de noitadas e drogas?
DR: Tenho muitos amigos que são assim, que viveram isso. Vi muito próximo de mim. Mas fui para os livros. Li trabalhos científicos para entender por que um cara de uma família disfuncional acaba nas drogas. Vim de uma classe média alta de São Paulo. Tive amigos com muito dinheiro e vi passarem exatamente por isso.


QUEM: Em algum momento também ficou tentado a entrar nessa?
DR: Por causa da minha família, não. A base era boa. Não era desestruturada como a do meu personagem, o João Lucas. Minha mãe sempre esteve ao nosso lado, cuidando dos filhos – por mais que fôssemos três (Daniel é irmão de Ana, de 21, e Tiago, de 25). Apesar daquele período rebelde normal da juventude, eu tinha o esporte. Todo adolescente quer sair de casa, mas eu ia para a academia.

QUEM: Como a música entrou na sua vida?
DR: Aos 5 anos, meu pai me levou junto com meu irmão para uma loja de instrumentos. O Tiago escolheu saxofone e eu, um violino. Mesmo pequeno eu já sabia como era aquele instrumento. Sempre fui para a Sala São Paulo com meu pai. Depois, toquei em orquestra até os 14 anos. Mas nunca fui bom, não. Nem passou pela minha cabeça ser violinista. Mas toco até hoje.
QUEM: No meio de tanta versatilidade, falta aprender a fazer algo?
DR: Eu queria cantar, mas minha voz não é muito boa. Vou fazer aula de canto. Nem é para o trabalho, é para mim mesmo. Sempre quis cantar, mas nunca tive peito para bancar.

QUEM: Pensa em casar e ter filhos, um dia?
DR: Sim, mas ainda não sei com quantos anos. Acho legal e importante construir uma família. Fui criado assim, meus pais são casados até hoje e não se desgrudam. Eles estão juntos há 27 anos e antes namoraram por dez. Não quero me casar tão jovem, deixa acontecer. Um dia eu caso, tenho filho. Dois filhos está bom.



fonte: http://revistaquem.globo.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seja sempre benvindo ao meu blog! Agradeço seu comentário.