terça-feira, 4 de novembro de 2014

Nada na vida é por acaso - Ana maria Braga - Entrevista!!


revista de celebridade


Ela acorda sempre antes de amanhecer, por volta das 4h30. Passa a maior parte do dia na casa de vidro que compõe seu estúdio de gravação no Projac, na Zona Oeste do Rio. E é lá, cercada por um pedacinho da Mata Atlântica, à margem de um lago repleto de carpas e tilápias, que Ana Maria Braga recebe QUEM para esta entrevista especial. A apresentadora respondeu aos colegas que a admiram e a acompanham em mais de 35 anos de carreira – sendo 15 só na TV Globo, à frente do programa Mais Você.

Filha única, vinda de São Joaquim da Barra, interior de São Paulo, Ana hoje se diz realizada com a “mesa cheia aos fins de semana”. É mãe de dois filhos, Mariana e Pedro Maffei, do relacionamento com o ex-marido, o economista Eduardo de Carvalho. Aos 65 anos, ela é avó de Joana, de 3, Bento, de 2, e da recém-nascida Maria. “Minhas maiores conquistas são os filhos e netos. Minhas conquistas só multiplicam com o tempo. Sou filha única, mas hoje tenho uma família grande. Adoro”, diz ela, bebericando um café.

Foi na religião que Ana se apegou para enfrentar os desafios que a vida lhe impôs. Teve câncer no reto em 2001 e dez anos antes, de pele. “Ao longo da vida, fui criando laços mais íntimos de fé. Percebi que Nossa Senhora, sendo a mãe de quem é, seria um bom caminho para eu chegar até Ele”, conta. Com sorriso no rosto, a apresentadora relata que, se pudesse voltar no tempo, faria tudo de novo. “Eu ia dizer (para mim mesma): ‘Ana Maria, você não sabe que legal! Não pule nenhum momento. Faça tudo o que tiver vontade’.”

MARIANA MAFFEI - Ana, minha mãe, amiga e companheira, parodiando o (cantor e compositor) André Abujamra, o que é a vida para você?
ANA MARIA BRAGA: Ah, minha filha linda! Vida é o que você acabou de fazer, gerando um ser assim como a gerei anos atrás. Vida é o poder que temos de estar aqui e de nos perpetuar (o telefone toca e ela se surpreende, pois a ligação é de Mariana). Nada na vida é por acaso, viu só? Não tem uma só folha que caia da árvore que não tenha razão de ser.

BRUNO ASTUTO - Qual foi a história que mais tocou você nesses 15 anos de programa?
AMB: Quando tive câncer, fiquei com uma afta no aparelho digestivo. Não comia.Tomei um remédio, em fase de testes, que melhorou muito a vida. Me alimentei melhor, passei a tomar líquidos. Falei do remédio no programa e depois soube ter ajudado muita gente na mesma situação, que tomou conhecimento. Isso é confortante.

CLAUDIA RAIA - Ana, amiga mais do que amada, estou gravando a próxima novela das 7, Alto Astral, como a paranormal trambiqueira Samantha. Você acredita em vidas passadas?
AMB: Passadas e futuras (risos). Nada é por acaso. Não estou aqui pela primeira vez, nem será a última. Sou católica espiritualista, estudo budismo, acredito em mesa branca do espiritismo, acredito em almas...

BONINHO - Ana, você é uma apaixonada por gastronomia e faz questão de testar tudo o que vai ao ar. Como consegue manter seu corpinho de 25 anos?
AMB: Ai, chefinho! Vindo de você, esta pergunta é um espetáculo. Eu como pouco. Tomo um suco de manhã cedo e costumo ingerir frutas para equilibrar o açúcar no organismo. Isso dá a energia de que preciso. Durante o dia eu só levo à boca o que vai ao ar no programa, dou aquela experimentadinha. Só volto a me alimentar à noite, talvez um caldo ou outra fruta. Não sou de comer muito.

MÁRIO LÚCIO VAZ - Sei que você gosta de pescar. E aí, quando você vai largar a profissão de apresentadora para pescar?
AMB: Mário Lúcio do céu (risos)! Largar tudo é algo complicado para uma ariana que adora trabalhar. Tenho consciência de que posso trabalhar menos, fazer a mesma coisa sem precisar acordar diariamente às 4h30. Eu sonho ¬ e você sabe disso – com um programa semanal para que eu possa curtir mais a família.

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LUAN SANTANA - Minha querida amiga Ana,  já que ainda não tivemos a chance de marcar nossa pescaria e sei que você adora uma boa pesca assim como eu, gostaria de saber: prefere em alto-mar ou em rio?
AMB: Assim como você, Luan, adoro pescar em rio. Morro de pena de brasileiros que conhecem a Europa toda, mas não visitam o próprio país. Nada como estar em um barquinho de seis metros, que a gente chama de voadeira, saindo no silêncio da madrugada para ir atrás do próprio peixe. É uma sensação única ver o amanhecer com a revoada de borboletas da Amazônia e aquela bruma que vai cobrindo a água do rio.

IVETE SANGALO - Ana Maria, você pratica alguma atividade para manter o temperamento calmo? É impressionante a sua paciência para ouvir, respirar e falar. Atualmente é difícil alguém saber ouvir. Você faz alguma coisa para exercitar essa virtude?
AMB: Eu sou muito agitada, Veveta! Eu falo manso, é diferente. Mas sou agitadíssima. O que não funciona é uma pessoa nervosa falando de forma rápida. Sou hiperativa, trabalho o dia todo. Minha equipe sabe que não sou mal-educada, é com jeitinho que eu exijo que se faça sempre o melhor.

DANIELA MERCURY - Você é uma mulher que me inspira com sua liberdade, inteligência e sensibilidade. O que diria para as pessoas que ainda não conseguem ver com naturalidade uma família formada por dois pais ou duas mães?
AMB: Daniela, você é uma mulher fantástica, inteligente, bem resolvida. Tenho uma pena danada de quem não entende a pluralidade da vida. Liberdade é algo que a gente quer. Por isso, é preciso respeitar a do outro – seja pela raça, credo, cor ou preferência sexual. Em uma sociedade como a nossa, ainda preconceituosa, temos que ter cuidado o tempo todo com o outro.


Editora Globo (Foto: Editora Globo)
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ANA CAROLINA - Como você vê a adoração das pessoas que a veem como alguém próximo? E qual é o maior estímulo para acordar todos os dias, nos últimos 15 anos, e levar alegria a tantos brasileiros? O que inspira você hoje é a mesma coisa do início?
AMB: Ana, você é uma pessoa sensível, temos conhecimento de alma uma da outra. O que posso responder é que todo dia acendo uma vela – dependendo das dificuldades até duas (risos) –, para que tudo comece bem. O que me inspira é sempre a mesma coisa. Quero que o programa faça a diferença na vida de quem o assiste. O público me vê como uma pessoa próxima, é um bate-papo através da TV.

CLAUDE TROISGROS - O que é cozinhar para você?
AMB: É amar e ver o outro feliz. É o que você faz o tempo todo, Claude.

DIRA PAES - Ana, você tem credibilidade perante o público por tratar de todos os temas com transparência. O que fazer para termos um país mais justo e igualitário?
AMB: Ah, Dira, que pergunta complicada! O caminho é votar direito. A responsabilidade de um povo em desenvolvimento está na informação. Esta é a maior arma, pois podemos escolher melhor. Quanto mais existir gente informada, com ética e consciência política, mais o país vai para frente.

DEBORAH SECCO - Mãe, avó, apresentadora, empresária, além de boa amiga. Você se considera uma mulher extremamente realizada tanto profissional quanto pessoalmente?
AMB: Quando conseguir o equilíbrio total vai ser uma chatice só! Profissionalmente, diria que tenho muito trabalho. Fiz escolhas certas na vida, com pessoas que ajudaram no meu caminhar. Em cada momento, tive dificuldades e realizações. Emocionalmente, me cobro e pago pelas escolhas. Mas nem sempre soube equilibrar tudo. O trabalho sempre foi uma escolha inegociável na minha vida.

AMAURY JR. - Você está na relação dos casamentos mais rápidos do mundo. Tempos de São José do Rio Preto. Dá para contar essa história?
AMB: Você não esquece isso de jeito nenhum, não é? Fica entre nós, está bom (risos)?

FRANCISCO CUOCO - Querida Ana, você pode me sugerir refeições que excluam carne, frango e todos os derivados do leite?
AMB: Está com algum problema, meu querido? O que houve (risos)? Posso fazer um cardápio especial para você tirar carne, leite e frango. Tem coisas maravilhosas para se comer. Passa aqui no programa e eu monto um cardápio semanal com tudo do bom e do melhor!

Editora Globo (Foto: Editora Globo)

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ADRIANE GALISTEU - Ana, sou tão sua amiga, sei bastante coisa de você. Mas se você pudesse fazer três pedidos a um gênio da lâmpada mágica, quais seriam?
AMB: Nossa, que pergunta difícil! Nunca pensei em encontrar um gênio da lâmpada. Os pedidos são saúde para todos, que meus filhos e netos consigam um caminho digno e felicidade na vida. Dinheiro é consequência de trabalho. E a única forma com a qual ganhei dinheiro na vida foi fazendo o que me faz feliz.

ISIS VALVERDE - Quando começou a sua paixão pelos cachorros?
AMB: Meu pai nunca me deixou ter cachorros, ele era bravo. Lá pelos 15 anos, ganhei um. Coloquei o nome de Chuim, em homenagem ao baterista pelo qual estava apaixonada, de uma banda que foi tocar na minha cidade (risos). Era um pequinês. Sempre fui apegada aos animais.

MARCELO TAS - Assim como eu e tantos  comunicadores de TV (Faustão, Hebe, Datena, Marília Gabriela, Danilo Gentili...), você nasceu no interior de São Paulo. O que tem naquela água encardida para gerar tanta gente doida?
AMB: Marcelinho, quando a gente nasce fora dos grandes centros, as dificuldades são maiores. Convivemos com pessoas maravilhosas: o cara que toca viola, o que faz serenata, o do melhor sorvete. Percebemos que a vida é simples e ficamos descolados para enfrentar a capital. Essa é a pitada a mais na água.

FERNANDA MACHADO - Ana, você é uma mulher à frente da sua época, sempre trabalhou fora, mas ao mesmo tempo tem filhos e netos. Como faz para administrar a carreira e conseguir ser uma pessoa família, ser mãe e agora avó? Isso para mim é um desafio.
AMB: Olha, não sei qual é o segredo, mas não consigo viver com mau humor. O som do programa tem que ser alegre, para cima. A maioria das pessoas tem dificuldade de ser feliz logo cedo. A sonoplastia é uma das coisas mais importantes da vida. Tenho pena de quem não gosta de música, pois não sabe ser feliz. Talvez esse seja o caminho para administrar a vida.

Editora Globo (Foto: Editora Globo)
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ÂNGELA VIEIRA - Seu programa é longevo. Você faz parte do processo de criação? Se sim, onde busca inspiração para sempre se renovar?
AMB: Faço parte da produção do programa. Desde que amanhece, por ser um programa de prestação de serviços, estamos atrás de qualquer assunto. Se estou na rua, no carro, falando com as pessoas, as ideias vêm. Não gosto de papagaiar, gosto de saber sobre o que estou falando.

CHICO SPINOZA - Ana, minha querida, você continua com o mesmo entusiasmo dos Carnavais passados para desfilar na avenida?
AMB: Chiquinho, meu amor, o Carnaval da minha vida é você! A primeira vez que desfilei foi com você, em 2003 (na Mocidade Independente de Padre Miguel). Não tenho como dizer não quando você me convida. É a maior festa de descontração do brasileiro, é inigualável em qualquer lugar do mundo.

VALESCA POPOZUDA - Ana, algum convidado já fez um prato que ficou horrível e, para não constranger a pessoa,  você teve que passar embaixo da mesa?
AMB: Não, nunca fiz nada que não seja verdade ou que não goste de fazer. Nunca passei um prato do qual não gostasse embaixo da mesa. E quando não está bom digo também.

ANITTA - Se você pudesse voltar no tempo e conversar com você mesma em seu aniversário de 21 anos (a idade que eu tenho), qual conselho daria para si?
AMB: Faça tudo de novo! Eu ia dizer: “Ana Maria, você não sabe que legal! Não pule nenhum momento. Faça tudo o que tiver vontade”.

PADRE MARCELO ROSSI - Como é o seu lado espiritual no dia a dia? Como você se comunica com Deus rotineiramente?
AMB: Ao longo da vida, criei laços mais íntimos de fé. De acordo com os momentos difíceis que fui tendo na vida, percebi que Nossa Senhora, sendo a mãe de quem é, seria um bom caminho para eu chegar até Ele. Falo primeiro com ela nas minhas orações.

ZECA CAMARGO - Ana, querida, você tem uma das rotinas mais “malucas” que eu conheço, bem puxada. E a enfrenta com garra, leveza e, sobretudo, sem esquecer de ser carinhosa com as pessoas que estão por perto (eu sei, porque tenho o privilégio de conhecê-la bem). Como equilibra a correria com a vontade natural de fazer o bem?
AMB: Zeca, você é um cara amigo dos amigos, preocupado com o mundo que habita. Não é daqueles que vive em torno do próprio umbigo. Não consigo resolver todos os problemas que chegam a mim. Fico frustrada por não atender os pedidos que me fazem. Mas se olharmos em volta, seja para o porteiro ou para quem nos rodeia no dia a dia, já é um começo...

“ Vida é o poder que temos de estar aqui e nos perpetuar" Fiz escolhas certas na vida, com pessoas que ajudaram no meu caminhar"
FÁTIMA BERNARDES - O que a desafiava na TV quando começou e qual é seu maior estímulo hoje?
AMB: Não sei se mudou. Quando comecei na TV, tinha saído de uma demissão de uma editora, na qual eu era diretora comercial de revistas femininas. Fui fazer um teste na Record e aceitei a proposta de estrear um programa (Note e Anote) sem ganhar salário. Naquele momento acreditei que poderia fazer televisão aos 40 anos de idade e, com isso, mostrar o conhecimento que a vida tinha me dado.

PEDRO BIAL - Ana, minha querida! Com toda a malícia do mundo, qual é a sua melhor sobremesa?
AMB: Isso tem uma dualidade terrível (risos)! É a pergunta mais capciosa da entrevista, Pedrão! Você nunca provou minha melhor sobremesa. Depois eu te conto. Não posso falar que você não vai provar porque é lindo, homem de Deus! Não sei o que a vida me reserva (risos).

VANESSA GERBELLI - Qual a maior conquista da sua vida?
AMB: Meus filhos e agora meus netos. As conquistas só multiplicam com o tempo. Sou filha única, mas hoje tenho uma família grande, com mesa cheia aos finais de semana. Adoro!

LEANDRO HASSUM - Se você pudesse cozinhar para qualquer pessoa no mundo, para quem seria? E qual prato?
AMB: Hassum, eu cozinharia para você! Adoro ver você admirando um cupcake coberto de chocolate (risos)! Adoro gente que gosta de comer!

LOURO JOSÉ - Você é uma mulher experiente e exemplo para muita gente... O que você viu da vida?
AMB: Ainda tenho muitas coisas para ver na vida, não vi nem a metade. Das que observei, algumas gostei, outras não. Quando aprendi que a tecla “del” (“apagar” em português) é uma maravilha, meu celular nunca está cheio (referindo-se à sua lista de contatos). Vou apagando e respondo às memórias.
fonte? Revista Quem Globo

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